Aleitamento no seio materno exclusivo
continuidade após a alta hospitalar em gemelares prematuros
DOI:
https://doi.org/10.51723/hrj.v7i33.1023Palavras-chave:
Fonoaudiologia, Neonatologia, Aleitamento materno exclusivoResumo
Introdução: em decorrência da possível imaturidade cerebral associada à prematuridade e a disparidade na distribuição de nutrientes, durante a gestação e mesmo no período neonatal e pós-natal, a alimentação no seio materno pode estar comprometida em casos de gemelares prematuros. Além disso, as habilidades motoras orais podem estar alteradas, dificultando o início e a continuidade da amamentação podendo gerar impactos na coordenação das funções orofaciais. Objetivo: verificar a continuidade da alimentação em seio materno exclusivo de gemelares prematuros que estiveram internados em Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru, após a alta hospitalar em um hospital materno-infantil do Distrito Federal. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa quantitativa e qualitativa, do tipo observacional, transversal e descritiva. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas de forma virtual pelo aplicativo WhatsApp com as lactantes de gemelares prematuros e que ficaram internados na Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru, tendo alta com alimentação por via oral em seio materno exclusivo. Inicialmente foi realizada a análise dos prontuários e na sequência, a teleconsulta com auxílio de roteiro semiestruturado. Resultados: a maioria (75%) dos gemelares (n=6) permaneceram em aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade cronológica e 25% (n=2) desmamou com um mês de idade cronológica. As razões descritas para o desmame precoce foram principalmente a falta ou insuficiência de leite. Conclusão: foi possível verificar a continuidade do AME para a maioria dos gemelares prematuros e os fatores determinantes para o sucesso do aleitamento materno.
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