Ansiedade e depressão entre os pacientes em hemodiálise e diálise peritoneal
DOI:
https://doi.org/10.51723/hrj.v6i31.1208Palavras-chave:
Insuficiência renal crônica, Ansiedade, Depressão, Enfermagem em Nefrologia.Resumo
Objetivo: avaliar o nível de ansiedade e depressão entre pacientes com doença renal crônica que realizam hemodiálise e diálise peritoneal em um hospital público do Distrito Federal. Método: pesquisa transversal de abordagem quantitativa do tipo descritiva e analítica, realizada em uma unidade de nefrologia do Distrito Federal. A coleta ocorreu entre janeiro e abril de 2024, com uma análise de perfil e aplicação dos Inventários de Beck: Inventário de Depressão (BDI) e Inventário de Ansiedade (BAI). Para realizar a comparação entre as modalidades de hemodiálise e diálise peritoneal foram utilizados os testes de Mann-Whitney e de Qui-Quadrado. Resultados: participaram da pesquisa 88 pacientes. O escore médio de BDI encontrado para Diálise Peritoneal foi de 12,00 (± 9,16) e para Hemodiálise foi de 14,81 (± 11,56), com p = 0,23, em relação ao BAI, para Diálise Peritoneal foi de 60,36 (± 88,13) e para Hemodiálise foi de 83,94 (± 91,50), com p = 0,00, indicando uma diferença estatisticamente significativa. Conclusão: o desenvolvimento de sintomas depressivos em portadores de Doença Renal Crônica está relacionado aos aspectos emocionais, familiares, econômicos, sociais, laborais, físicos, cognitivos e a dependência do tratamento em pacientes que se encontram em Hemodiálise favorece a prevalência da sintomatologia de ansiedade.
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