Como se alimentam as crianças do Hospital Regional de Sobradinho
análise nutricional, epidemiológica e antropométrica
DOI:
https://doi.org/10.51723/hrj.v7i35.1231Palavras-chave:
Aleitamento materno, Alimentação complementar, Hábitos alimentares, Nutrição do lactente, AntropometriaResumo
Objetivo: Descrever as características nutricionais, epidemiológicas e antropométricas de lactentes hospitalizados no Hospital Regional de Sobradinho, Distrito Federal. Método: Estudo transversal e descritivo realizado entre janeiro e maio de 2025 com lactentes de 6 a 23 meses internados na enfermaria pediátrica. Os dados foram obtidos por questionário estruturado aplicado aos cuidadores, abordando sociodemografia, práticas alimentares, consumo alimentar, suplementação vitamínica e mineral, estado nutricional e insegurança alimentar. Resultados: A amostra de 102 lactentes apresentou idade média de 13,4 meses, sendo 56% do sexo masculino e 52% residentes em Sobradinho. Dos 84 lactentes com dados antropométricos completos, 63% estavam em eutrofia e 37% apresentaram desvios, incluindo extremos de obesidade e magreza extrema. O aleitamento materno exclusivo (AME) até seis meses ocorreu em apenas 32%, enquanto 42,1% receberam sólidos precocemente. O uso de bicos artificiais foi referido em 64,7% dos casos e associou-se a menor prevalência de AME. Apenas 35,3% recebiam suplementação vitamínica e mineral adequada. O consumo de ultraprocessados alcançou 66,7% e a diversidade alimentar foi insuficiente em cerca de um quarto da amostra, com baixa oferta de peixes e oleaginosas. A insegurança alimentar esteve presente em 40,2% das famílias, associada a pior qualidade global da dieta. Conclusão: Os resultados evidenciam inadequações alimentares importantes, refletindo a transição nutricional infantil e reforçando a necessidade de estratégias educativas e fortalecimento da atenção primária, além de políticas públicas que visem segurança alimentar.
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